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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Janeiro de Grandes Espetáculos




Denni Sales


Em sua décima sétima edição, o  Janeiro de Grandes Espetáculos consolida-se como um dos mais importantes eventos das artes cênicas de Pernambuco, sendo também um evento de porte internacional, destacando-se pela diversidade e extensa programação. 


O Festival acontece anualmente durante três semanas do mês de janeiro, em vários teatros do Recife, estendendo-se a Olinda e Caruaru, oferecendo também oficinas. Nesta edição, participaram nomes como José Pimentel (PE), Eberto García Abreu (Cuba), Claudio Medeiros (Doutor em Teatro pela Universidade da Califórnia), Luciano Alabarse (diretor do Festival Porto Alegre em Cena) e o Italiano Damiano Massaccesi, entre outros.


Todo ano, fazem parte da programação as mais significativas produções de teatro e dança pernambucanas, além de shows musicais e espetáculos de outras regiões do Brasil e do Exterior. Em 2011 estiveram presentes montagens de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal e também atrações internacionais integrando a I Mostra Iberoamericana de Artes Cênicas, destacando espetáculos vindos da Argentina, Uruguai e Cuba, além de convidados da Espanha, Portugal e Itália.


A movimentação nos teatros é bastante intensa e concorrida, o público comparece e até cria protestos quando não consegue entrar. Os ingressos possuem valores populares e são comprados na hora ou previamente, e quase sempre esgotam antes do inicio do espetáculo.


No meio dessa intensa e arrebatadora movimentação das artes cênicas concretizando-se num cenário propício para trocas, aprendizado, difusão e divulgação das mais variadas artes (com qualidade) este “amazonense” que vos escreve lamenta a não participação do espetáculo amazonense (Flicts) que viria a integrar a programação do JGE e até chegou a ser divulgado nos jornais locais de Manaus e do Recife.


A produção manauara que estaria ocupando o centenário Teatro de Santa Isabel, esbarrou na falta de apoio dos órgãos públicos para as passagens o que é extremamente lamentável visto que a oportunidade de divulgar uma parte da cena teatral de Manaus, num evento onde vários produtores importantes do Brasil e de outros países se fazem presentes, traria ganhos significativos, vale ressaltar também a importância dos órgãos públicos estarem antenados além do seu próprio quintal, os ganhos são para todos, indubitavelmente.


O evento não abre inscrições para espetáculos de outros estados, mas qualquer artista pode mandar material para a produção analisar. Os organizadores circulam por todo o Brasil acompanhando os principais festivais para possíveis convites


O teatro em Manaus começa e termina em si próprio, se auto vangloria e se auto aniquila visto que poucos conseguem divulgar sua arte e fazê-la circular em outros cenários, lembrando que é fundamental para qualquer artista a troca e divulgação de seu trabalho, pois somente assim é possível ter parâmetros, construir, analisar, crescer etc.

Contra a mediocridade e a estagnação é preciso lutar pela circulação!!!!!


Denni Sales é ator, diretor, dramaturgo e performer.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dramaturgia Cênica



Denni Sales


O processo de construção da funcionalidade do texto para encenação é um caminho que percorre vários outros caminhos necessários e desnecessários para a construção da cena e a função de seus elementos. 

Nesse caminho é interessante destacar o desapego de muitos encenadores ao texto e atenção focada na encenação, como prioridade máxima, negando até mesmo quando necessário as imposições de certas dramaturgias que numa visão mais cênica poderiam de repente não ter a mesma relevância que possuem enquanto literatura.

Um ponto importante de ser destacado nesse processo é exatamente o limite entre o que é uma dramaturgia que funciona enquanto literatura apenas e o que é uma dramaturgia que funciona enquanto montagem cênica, por outro lado, há exemplos de textos que quando encenados ganham proporções gigantescas, e no entanto, enquanto leitura não são tão interessantes e há exemplos também de textos brilhantes porém quando levados a cena não atingem uma proporção tão interessante.

Apesar de o primeiro passo, e talvez o mais óbvio, seja responsabilizar a direção é bom abrir os olhos também para o que a dramaturgia propõe, atire a primeira pedra quem nunca assistiu um espetáculo com encenação deslumbrante e dramaturgia brochante, e vice e versa.

A relação entre texto, encenação, autor e encenador é sempre muito delicada visto que em muitos casos as perspectivas diferem e provocam rupturas que talvez possam contribuir para a obra, mas em muitos casos, contribuem apenas para uma deliciosa “guerra artística” e a imaturidade vem justamente como conseqüência do apego desmedido a própria obra, e todo autor precisa entender da importância de que ela funcione além do papel para que não seja só mais uma leitura dramática com viés de espetáculo.

Essa visão romântica do texto que muitos autores conservam não contribui para o todo de um espetáculo, pois está diretamente ligada ao que funciona no papel e na imaginação, a vida das palavras no palco funciona de uma outra forma e passa pelas mãos do ator, encenador e platéia.

A quebra total das regras e respeito a dramaturgia talvez, em muitos casos, seja uma necessidade para o bem maior de um espetáculo, os autores deveriam estar atentos para isso e flexíveis inclusive, a dramaturgia cênica precisa acontecer e em muitos casos ela só acontece quando rompe com seu autor.


Denni Sales é ator, diretor, dramaturgo e performer.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O pensamento massacrado







Denni Sales




A cultura de massa estabelece padrões muito estranhos para “consumo” no campo das artes, nunca consegui entender muito bem essa mania de limitar o pensamento justo onde ele poderia expandir-se e ganhar proporções mais eficazes.

Chegar ao grande público, sem dúvida, é um dos desafios mais constantes no fazer artístico principalmente hoje em dia, em que a arte se limita a tantos padrões e fórmulas; e a obrigação de já ser concebida com ares de sucesso. Trata-se de um desafio que ganha outras proporções, já que uma grande parcela de artistas quando chega ao grande público, geralmente é através dos trabalhos mais banais ou que exijem pouco do pensamento. Afinal, o próprio público exige isso.

Entramos, então, num ponto fundamental dessa “guerra” fria entre artista e público, arte e entretenimento. Embora complexos e relativos, esses pontos convergem para um caminho fundamental que é o ponto de partida para a produção e consumo.

O artista cada vez mais investe pouco na pesquisa e mais na fórmula, porque talvez seja o meio mais seguro, tanto por questões artísticas quanto por questões financeiras. Muito parecido com o texto de Chico Buarque (Roda Viva) em que o protagonista (um cantor) têm mudanças radicais no intuito de agradar o publico e atender seus empresários até ser massacrado e praticamente triturado pelo mercado.

O texto tem seus ecos ainda hoje, nosso cérebro ainda é consumido e massacrado pela necessidade empresarial imposta e alimentada de uma forma tão absurda, que hoje em dia, se encaixaria perfeitamente numa comédia pastelão.

A importância da pesquisa tanto teórica quanto prática é a parte mais fundamental de todo processo e não deve se restringir às primeiras idéias ou conceitos, ela deve ser algo que vá além dos limites que estabelecemos para nós mesmos e somente assim nos dará algo palpável e mais concreto.

Não confundir pesquisa teórica e prática com qualquer método de resultado imediato, porque ingenuidade à parte, sabemos que é um trabalho árduo, cansativo e de muitas perspectivas e resultados, talvez por isso mesmo chega até a assustar muitos “artistas”.

Há uma diferença em ver uma fórmula sendo executada no palco e uma massa mais consistente sendo moldada aos olhos do público, porque nem toda fórmula é consistente como pensam nossos “filósofos” empresários e muitos “fazedores” da arte cênica aqui na Cidade.

Apesar das lógicas do grande público, das empresas e do julgo limitado de certos órgãos públicos, que deveriam não ter tais limites básicos intelctuais provenientes dos primórdios dos anos 60, o grande desafio é o pensamento do artista, que não deve se render a isso.

Talvez isso pareça um pouco terrorista, mas é que olhando a arte por fora da perspectiva do entretenimento veremos que a importância dela não se limita à mediocridade do publico, dos empresários e a do próprio artista.

O pensamento é algo importante de ser estimulado, não pode ser ignorado ou estuprado de forma tão indigna por padrões alienantes que multiplicam-se nessa espécie de reflexo condicionado entre artista e público, ambos têm se bitolado num fluxo interminável e bastante lucrativo para quem ignora a arte como ferramenta do pensamento. 


Denni Sales é ator, dramaturgo, diretor e performer.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Padecendo na sétima arte




Denni Sales


Me corrijam se eu estiver totalmente errado, mas pelo que consta em Manaus temos atualmente quatro empresas responsáveis pelas salas de cinema e distribuição de filmes na cidade, enquanto algumas possuem até 8 salas, outras somam 6 salas, somando esses números, o resultado é até animador se levarmos em conta que num passado não muito distante tínhamos apenas duas empresas, sem falar nos anos que existiam apenas uma. O fato é que mesmo com esse crescente número de salas de exibição ainda estamos de certa forma como no tempo em que havia apenas os cinemas no centro da cidade, que eram ótimos e eram também uma opção, continuam sendo uma opção, porém para um publico que procura algo além da sétima arte, já que todos os cinemas do centro da cidade exibem hoje apenas filmes pornôs. 

As quatro únicas empresas que atuam na cidade exibem praticamente a mesma programação. A variedade está apenas nos horários das sessões ou relativamente em algum filme fora do eixo comercial que é encaixado na programação, sempre em algum horário não muito acessível. Se compararmos a programação destas empresas com a de outras cidades do Pais, talvez comece em Manaus uma epidemia de complexo de inferioridade para quem gosta de cinema.

É o sentimento que tenho sempre que faço isso, por puro sadomasoquismo, principalmente quando visito outra cidade e tenho oportunidade de conferir as outras programações.

O que parece é que ou as empresas duvidam muito da nossa inteligência ou somos apenas uma cesta onde elas despejam todo o lixo.

É um assunto um tanto complexo, já que por um lado existe a posição das empresas que precisam lucrar, do outro a posição de quem tá morrendo de fome de cinema de verdade, e por outro a grande massa, que, dizem as reflexões mais antigas, contentam-se com qualquer coisa. Em parte é uma verdade. Em outra, penso que o caso é que, no contexto de Manaus, as pessoas vão ao cinema, querem ver coisa boa, mas na falta de opção assistem ao que tem.

Apesar da era digital facilitar bastante o acesso a filmes, a pirataria mais ainda, as salas de cinema ainda continuam sendo uma opção bastante procurada por vários fatores que variam desde o puro entretenimento à simples paixão pela tela grande.

Que me desculpem os apreciadores dos download grátis (confesso que baixo os meus) e dos piratas (confesso que compro alguns), mas tem determinados filmes que precisam ser vistos na tela grande. Lógico, não é o caso de muitas das opções que nos são oferecidas aqui na cidade pelas redes de cinema. Às vezes tenho a sensação de que as produções cinematográficas que merecem a tela grande e publico estão mofando para poucos interessados em sites da web, enquanto as produções mais indignas às vezes passam meses em cartaz e até em cinco salas diferentes.

Sei que para as empresas precisam ter o seu lucro. Nada contra, todos precisam ganhar seu dinheiro, mas a exemplo de outras cidades onde tanto os filmes mais comerciais quanto os alternativos e de arte tem um público e possibilitam bilheteria, já está na hora de um respeito maior ao público amazonense. Não custa nada, como diz aquela personagem enfadonha, daquele programa humorístico “engraçadíssimo”, daquela rede de TV que tem feito um mal danado ao cinema brasileiro ao produzir um cinema pasteurizado que mais parece TV a cinema: “Tô pagando”... ou melhor “A gente tá pagando”.


Denni Sales é ator, diretor, dramaturgo e performer.



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Teatro não é casa da Mãe Joana



Denni Sales

 
O teatro precisa parar de ser a casa da mãe Joana, todos nós sabemos que a arte não tem vocação para santa e muito menos para madre superiora. Nada contra a mãe Joana, mas é que ela, em sua bondade e democracia, tem o terrível costume de querer agradar a todos, isso gera resultados desastrosos do ponto de vista artístico. 
 
Por falar em ponto de vista artístico, esse é o ponto de toda a estrutura artística, pois é um ponto variado de percepções múltiplas que não se limitam a um conceito ou uma forma apenas, mas se aglomeram numa multiplicidade e se integram como um só.
 
Pensando em tudo isso, cada vez mais fico com medo da mãe Joana, pois ela não está cuidando muito bem da casa. Em sua benevolência e bondade acaba fazendo medíocres acreditarem-se senhores de verdades absolutas e donos de experiências e conceitos irrefutáveis. Quando não, coloca os mesmos para ocuparem cargos nos quais se tornam perigosos, devido a sua limitação e à própria falta de humildade em admitir os próprios limites.

A mãe Joana não é uma boa educadora, todos os “artistas” acolhidos em sua casa, sofrem de um terrível mal que causa uma certa demência, pois não conseguem escutar nem mesmo uma critica. Ficam geralmente muito incomodados e frequentemente até transformam em inimigos quem ousa dar uma opinião que não seja hidratante para o ego.
 
Mas o que a mãe Joana tem produzido mesmo é um vasto histórico de mediocridade que visto de longe tornar-se tão cômico quanto trágico, pois suas conseqüências acabam por determinar de certa forma o destino de muitas coisas.

Definitivamente o teatro não é a casa da mãe Joana. Acho que é bastante claro que o teatro é sim e sempre será, terá de ser, para o seu próprio bem: a casa do Caralho.
 
E entenda-se o senhor Caralho como um ser de vasto conhecimento e sabedoria verdadeira, incapaz de nos enganar ou nos permitir usar o teatro como objeto de qualquer coisa; alguém que poderia nos ensinar a humildade, para estar no teatro, e inteligência, para não ser vazio e cheio de verdades furadas como são os criados pela mãe Joana.
 
Aliás, filhos criados pela mãe Joana nem compreenderiam o sentido literal desse texto, no mínimo defenderiam a mãe Joana, não por amor a ela, mas por medo do senhor Caralho e todo o seu refinado conhecimento capaz de desnudar a discordância presente nas entranhas dos discursos e balelas de quem muito se diz da profissão e por ela nada faz.

Por isso defendo que a o teatro em Manaus precisa ser a casa do Caralho, pois não há dúvida do bem que ele faria às fadas encantadas, aos concertos megalomaníacos, ao regionalismo chato e batido, à falta de reflexão e principalmente aos nossos pensamentos pequenos que apesar de pequenos, quando ficam de frente com o sentido de se fazer teatro, atrapalham nossa visão e nos estagnam de uma forma que nem percebemos.

Então pelo bem maior do teatro em Manaus, pelo seu refinamento, aprofundamento, crescimento e Inteligência, vamos pedir que a mãe Joana se retire desta casa imediatamente!


Denni Sales é ator, diretor, dramaturgo e performer.


Contato:dennisales@hotmail.com


domingo, 12 de dezembro de 2010

DEZEMBRO, lugar comum



Denni Sales


Em meio a tantos grupos de Teatro que surgem, talentos se renovam, talentos se limitam, talentos são revelados e toda a infinidade de acontecimentos de praxe do fazer teatral. Começo por aqui, por assim dizer, ressaltando a importância de iniciativas que reflitam e estimulem não apenas a produção de espetáculos, mas também a produção do pensamento, das ideias, das opiniões, da crítica.

O mês de dezembro sempre é um mês de acontecimentos muito óbvios: confraternizações, festas, amigo oculto, aquela pessoa que não falou com você durante o ano inteiro te desejando “boas festas” etc. Além de ser o mês em que produções com temática natalina pipocam nos teatros, arrecadando uma verdadeira “fortuna” de um público que parece acreditar que além disso não há vida inteligente na arte teatral. O público, aliás, parece se deliciar com tantas produções que pecam no mais básico do fazer teatral e se rendem a fórmulas bastante utilizadas e concepções clichês.

Dezembro parece ser o mês propício para ganhar dinheiro no teatro fazendo qualquer coisa, se aproveitando ao máximo do “espírito natalino” que envolve uma plateia. Que bom seria se esse momento fosse aproveitado para fisgar cada vez mais público para o nosso teatro em Manaus, mas infelizmente a maioria só volta mesmo no próximo ano, e no mês de dezembro.

Culpados? Talvez sim, talvez não.... Mas que é importante desde cedo estimular a criança com coisas construtivas e inteligentes, disso não abro mão. É raro em dezembro termos alguma produção em cartaz na cidade, claro que não só em dezembro, pois isso é uma verdade que começa desde o mês de janeiro e vai geralmente até chegar outubro, época de “efervescência” teatral em Manaus, por conta do Festival de Teatro que ainda contribui muito pouco no sentido artístico e cultural mas que é um verdadeiro “pai” para os bolsos de vários “artistas” que dão as caras nessa época. Não que ganhar dinheiro seja um mal, mas ganhar dinheiro por ganhar, antes um emprego do que usar o teatro apenas como um meio de sobrevivência, pois nisso tudo, a arte em si fica visivelmente em outro plano.

Por outro lado, ver essa realidade sendo modificada contribui para um novo olhar sobre a produção teatral em Manaus, uma vez que poucos são os grupos que insistem com temporadas, com pesquisa, com processos e que se comprometem acima de qualquer coisa (qualquer valor) com a qualidade de seu trabalho. O calendário cultural da cidade foi bastante movimentando, além dos eventos e festivais da secretaria de cultura, tivemos um ano produtivo na realização independente de eventos e festivais em relação a outros anos. Só pra citar alguns: Festival de Dança MOVA-SE, Virada Cultural, VAZIO – Festival de Performance, Até o Tucupi, Festival Breves Cenas de Teatro etc. Estou sendo injusto em não citar todos.

Através deste blog, este que vos escreve deseja vida longa ao pensamento. E um 2011 repleto de espetáculos!


Denni Sales é ator, diretor, dramaturgo e performer.

Contato:dennisales@hotmail.com

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Teatro Comentado

O blog do Casarão de Ideias está lançando o projeto Teatro Comentado, que consiste em colocar em prática o exercício da reflexão teórica sobre as artes cênicas na Cidade de Manaus. O contexto da capital do Amazonas é carente em literatura sobre as artes em geral - o Teatro em especial -, por isso esse espaço nos parece de extrema relevância. Para essa empreitada escolhemos três principais comentadores: Clayton Nobre, Denni Sales e Francis Madson.

Antes de apresenta-lhes os comentadores, cabe explicar o porquê do título do projeto. A ideia de se ter um Teatro comentado vem da etimologia das duas palavras. Primeiro: Teatro, do grego théatron, lugar onde se assiste a um espetáculo, espectadores, o próprio espetáculo. Concebemos o Teatro como o lugar onde se vê, portanto caberá aqui comentários não só de literatura dramática encenada, mas também de dança, de leituras dramatizadas e até de outros "espetáculos" que os autores julgarem dignos do nome.

Segundo: comentar, do latim commento, as, ávi, átum, áre, meditar, pensar em; compor, escrever sobre um assunto; comentar, anotar, explicar, discutir; imaginar, descobrir. Tomamos o vocábulo sob o ponto de vista de quem escreve sobre um assunto, discute, imagina. Então, não se trata de crítica, no sentido de julgar algo, mas sim de anotar, explicar, comparar.

Nesse caminho, no de lançar à comunidade amazonense um espaço de debate e, quiçá, mostrar o Teatro manauara ao restante do Brasil, nasce o projeto. A ideia  é trazer artistas jovens para falar sobre as artes em Manaus. Dos melhores, trouxemos três. Aguardem as reflexões.
 
Responsáveis pelos textos estão os já citados autores e eu mesmo, Vitor Lima. A seguir a apresentação de cada um (por ordem alfabética).

Clayton Nobre

Jornalista e ator de teatro. É bacharel em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e mestrando em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde desenvolve pesquisa sobre os aspectos estéticos e imagéticos do teatro em área de concentração sobre Comunicação e Sociabilidade Contemporânea. Foi ator do Laboratório de Investigação Teatral (2004-2006) e desde 2007 integra o grupo de teatro Baião de Dois, participando dos espetáculos Torturas de Um Coração, Coquetel Molière, O Auto do Boi e De P a P - Da Paquera ao Parto.
Contato:clayton.nobre@gmail.com

Denni Sales


É ator, diretor, dramaturgo e performer. Cursa Filosofia na UFAM. Integra o TESC (Teatro Experimental do SESC-AM), coordena o espetáculo de humor Sábados Detonados onde também atua e escreve textos.  Atua também nas mídias áudio-visuais. Em 2010 foi ganhador do concurso de dramaturgia Álvaro Braga, no gênero comédia, com o texto A diabólica Mary Spears. Atualmente assina a direção e a dramaturgia do espetáculo Coisas para depois de Meia Noite.

 
Contato:dennisales@hotmail.com

Francis Madson

Ator, diretor, performer, artista de dança e dramaturgo. Atualmente está cursando duas graduações: teatro e dança, pelas Universidades de Brasília (Unb) e do Estado do Amazonas (UEA), respectivamente. Com uma carreira artística completa de experiências compensatórias, por seu trabalho de criação artística vasto, já foi citado em revistas do Galpão Cine Horto - Subtexto -, de Minas Gerais, além de ter estudado com artistas de renome nacional e internacional da dança e de teatro. Todo o seu trabalho proporcionou-lhe, inclusive, a participar da elaboração e coordenação de eventos, lhe rendendo capacitação e experiências para fazer parte da coordenação de festivais, seminários, debates e outros. Participa da Cia. Cacos de Teatro

Contato:filhodolouco_3@hotmail.com

Vitor Lima

Amante da sabedoria, ator e editor deste blog. Integrante da Cia. de Ideias, onde atualmente atua no espetáculo Auto do Rei Leal. É acadêmico do curso de Direito da UFAM.


Contato:
lima.vitoor@hotmail.com